12.22.2007

um dia juntamos as escovas de dentes

de facto são bonitos os anúncios da nicola. gosto muito, vá. ou munto. munto, munto. mas daí a suceder uma coisa destas - opa, um bocadinho menos. o que é que sucede então? sucede que ficou, por mero acaso ou por infortúnio do destino, esquecida cá em casa uma linda e cor de rosinha escova de dentes.

(em preparação um post natalício. apetece-me)

12.11.2007

é natal, é natal

"nao tá natalício?!" - pergunta ela, irradiando felicidade. ó sissi, se está. e ainda tem fôlego para um "feliz natal para ti e para os teus, nonas". é demais para mim e, antes que me desfaleça para aqui de desgosto, deixo a perolazinha com que a miúda me presenteou.

(que a menstruação desça sobre nós, seres bipolares. depressa)

para terminar em beleza, atente-se na designação do ficheiro:

"all we want for christmas".

ódass.

12.08.2007

transtorno disfórico pré-menstrual

é um mal que se abate sobre nós, comunidade feminina eseana, e que dá pelo nome de síndrome pré-menstrual, tensão pré-menstrual ou até mesmo «terror pré-menstrual». ocorreu-me fazer qualquer coisa útil por nós, miúdas disfóricas, porque estas crises que nos assolam nos dias que precedem a chegada da menstruação - essa jóia - andam a tornar-se insuportáveis.

cada qual canta como lhe ajuda a garganta, vulgo é facilmente identificada a diversidade de demostrações gratuitas de mau humor e indelicadeza durante este maravilhoso período do mês.
  • depressão, sentimento de desesperança, pensamentos auto-depreciativos; (ai!)
  • ansiedade, tensão, nervosismo, excitação;
  • fraqueza afectiva, tristeza repentina, choro fácil, sentimento de rejeição; (bem dizia ontem a sissi que lhe estava a dar para a tristeza. mais um bocado e entrava-me em prantos naquele antro)
  • raiva ou irritabilidade persistente, aumento dos conflitos interpessoais; (é por isto que eu rezo para que as apresentações dos trabalhos não coincidam com o período que precede os jogos em casa do benfica - ok, não utilizei esta expressão)
  • diminuição do interesse pelas atividades habituais;
  • sensação de dificuldade de concentração;
  • cansaço, fadiga fácil, falta de energia;
  • acentuada alteração do apetite; (é.)
  • distúrbios do sono;
  • sensação de estar fora do próprio controle;
  • inchaço e/ou sensibilidade mamária aumentada; (não vou fazer referências a este ponto, os convívios durante o almoço não deixam quaisquer dúvidas)
  • dor de cabeça; (ódass)
  • dores musculares;
  • ganho de peso ou sensação de inchaço; (só durante a tpm?)

e assim como quem não tem mesmo nada melhor com que ocupar o tempo, há sempre a hipótese de saber qual o tipo de tpm que afecta a nossa vidinha durante uns dias e a torna num inferno - à nossa e à dos que, coitadinhos, têm que conviver connosco.

http://boaforma.abril.ig.com.br/edicoes/206/fechado/Saude/conteudo_189.shtml

12.04.2007

(aquando da simulação do conselho pedagógico)

onde é que vamos buscar o bla bla bla?

às introduções (quiçá).

e o que são introduções?

oi?!

12.03.2007

dramas existenciais

*Maryanne diz:
e pergunto eu, porque é que as pessoas têm tendência a chamarem-se de manas e chamarem cunhados aos namorados das respectivas manas? não percebo.
ΛиΛ diz:
olha, eu cá por mim acho fofinho e querido
(estes adjectivos também são do bufo, diria eu)
ΛиΛ diz:
e porque, de facto, se elas são manas, os respectivos serão cunhados
ΛиΛ diz:

a denominação de mana é que é uma coisa que roça no foleirão... mas entre MIGA e MANA
ΛиΛ diz:
venha o diabo e escolha
*Maryanne diz:
pois.
MIGA é fofo
*Maryanne diz:
MANA por sua vez, é kido
*Maryanne diz:
portanto faz algum sentido

se alguém tiver uma explicação (mais) lógica para este drama apresentado pela genial Marianinha, por favor, apresente-a.

11.20.2007

indecentes, são indecentes

isto anda a roçar a indecência, anda. a miúda é linda e está mais crescida, mas ninguém se dignou a noticiar o aniversário. indecentes.

muitos parabéns, meu amor, minha carininha mais linda, alentejaninha querida do meu coração.



(para além de ingratas, ainda fazemos a miúda passar vergonhas no restaurante. não todas, sejamos sinceras, mas - e por mim - a teresa não janta mais connosco, que isso de repôr o que se consome parece-me extremamente indelicado e, vá, nojento)

11.04.2007

tipologias

Aos 27 dias do mês de Agosto do ano de 2007, na bela localidade de Santo Antão do Tojal (o Grande), dou início à tese sugerida lá para os lados de Sesimbra, a propósito duma colectânea de pérolas que andam perdidas por este mundo.


"A tua mãe deve ser uma ostra para ter cuspido uma pérola como tu"


Mães ostras – e antes que me entusiasme a dissertar sobre as vossas crias -, um obrigada por terem trazido ao mundo jóias como os vossos primogénitos. Estátuas nas praças, é o que merecem – isso e a esterilização.

Senti-me obrigada a fazer alguma coisa quando, há pouco, recebi um filme porno vindo das mãos de uns espanholitos amistosos e bonitos que encontrámos pelo bairro, e aos quais, depois de demonstrações de lesbiandade, pedi que me ajudassem a constituir família (ter uma prole, criançada vá). É assustador ver que engenheiros bonitos, capazes de sussurrar o genial engate do “si a ti te gusta a mi me encanta”, que nos oferecem pins ou nos passeiam às cavalitas, no meio de fotografias de professorinhas e tentativas de imitação de trissómicos, enviam a miúdas pequenas e inocentes, filmes que tanto têm de caseiros como de ordinários.

Tipo 1: O Espanhol Sonso. Por sonso e por bairro, vou proceder a uma alteração. Tipo 1: O Sonso. a) O Espanhol; b) O Australiano. Pérolas, senhor. São pérolas que nascem naquelas ruas. Estas amélias, armadas em espertas, saltaram da terra dos cangurus para cá, fazendo surf por essas praias e dormitando nas ruas – e até nos parques onde punham (hipoteticamente) o rabinho a render – enquanto praguejavam aos ventos e às meninas, num português primitivo, um “vamos nadar até à lua”, tentando amolecer os corações femininos da Tugalia.

Tipo 2: o Professorinho. Manda sms em quantidades de adolescente, fala do período, da pílula e de tampões como se duma donzela se tratasse, tem dramas amorosos e é conselheiro sentimental. Devido ao convívio em demasia com senhoras histéricas, é um ser estranho, em certo modo incompreensível e, por isso mesmo, ainda em análise.

Tipo 3: o bipolar. Criatura de extremos, cujas amizades – vulgo relacionamentos – são apenas com crianças pequenas ou com respeitáveis senhoras (cof), trabalhadoras da noite escura, com idade para serem minhas mamãs, amantes dos animais e com muito amor para dar. Famílias de acolhimento, conhecem o conceito?

Tipo 4: O Polaquinho. Criatura grande e bonita, loira, de olhos claros. Amável, prestável e todas as coisas boas existentes neste mundo. O que oferece bolinhos, frutas, chocolates, livros, o ombro, o colo, as cavalitas. Amor e carinho. O que leva miúdas histéricas dum país distante a passear, mostrando-lhes rios e cabanas junto a praias em lindos passeios de barco, subindo montanhas para dar a conhecer cruzes misturadas com o melhor pôr-do-sol. O que nos mata do coração. Só não morremos de paixão por ser doce demais – e isso a nós, lambisgóias, faz-nos mal aos dentes.

Tipo 5: o chulo. A camisinha aberta e o caracolinho sexy fazem-se acompanhar pelo sempre presente olhar de “anda cá que o pai unta-te”. Fala pouco, prefere observar. É um especialista em padrões de tecido, conhecendo as moças pelo biquini – que os nomes não interessam para nada. Aborda as meninas com charme, querendo saber qual a opinião delas acerca da sua pessoa. O chulo de hoje já não é como o de antigamente. Estuda em Lisboa, arrendando ainda os quartos da sua casa aos amigos, pondo à sua disposição meninas lindas e airosas que prestam serviços à comunidade.

Tipo 6: o Nélso. Nélso, Nélson, Nélsõ e todas as variantes existentes e possíveis de ser chamadas a estas pérolas. O Nélso é um gajo "bueda cool" que, usualmente, tem uma dama basofe e um grupo de amigos lá do bairro. Usa boné que, infelizmente, tapa os rendilhados que rapou na nuca ilustrando, por exemplo a inicial da dama ou do Cristiano Ronaldo. Usa terços, brincos de ouro ou brilhantes e meias brancas por cima das calças - preferencialemente só dum lado. Fala criolo e ouve kizomba e funana nas colunas do seu tunning altamente kitado. Pode ou não ter mota, mas tem que ter um cãozinho para ir à luta (dos mais feios e com as orelhinhas cortadas). O Nélso chama mano até ao cão e dama a todas as garinas, mesmo à própria mãe.


(há-de continuar, um dia destes. por agora fica este bocadinho escrito há tanto tempo e perdido por aqui. um abraço e um queijo da serra)