2.19.2008
2.12.2008
um ano
um ano. cheio de borboletas na barriga e do tremer do meu joelho nervoso, de sorrisos e lagrimas e aventuras. as maiores aventuras.
um ano que passou tao depressa que eu nao reparei sequer. voou, como eu voei ha um ano.
um ano, 300 e muitos dias e os 5 meses que começaram a 11 de fevereiro, como hoje (ontem, va).
consigo sentir outra vez o joelho que treme sempre, o coraçao que bate ansioso. os quilos de lembranças a pesarem nas costas, as roupas quentes demais para Lisboa, as mil listas feitas e refeitas com todos os utensilios absolutamente dispensaveis.
consigo rever os nossos sorrisos de entusiasmo, as lagrimas de quem ficou e os olhares de preocupaçao pela emancipaçao das miudas.
as maes, os pais e os cheques da bagagem em excesso. todas as alminhas que quiseram dar um beijinho ou um cubo cheio de fotografias para que nao nos esquecessemos. nao nos esquecemos nunca.
a primeira noite e os graus negativos no aeroporto da cupula de mercado, acompanhados de cappuccinos e noticias da radio polaca sobre o referendo do aborto na nossa Portugalia. ou a manha seguinte na estaçao mais tenebrosa, cheia de lagrimas e medos. a chegada ansiada, Lublin, a neve por todo o lado e o nosso Ikar.
o novo estatuto de emigrante na Polonia, que tantas gargalhadas nos fez soltar. as maes que, afinal, nao foram a Praça da alegria mandar beijinhos as meninas emigradas la longe. as recomendaçoes que enchiam telefonemas diarios e a comida que chegava, as vezes, em encomendas deliciosas. e o programa, de facto nao o viamos, mas trauteavamos a musica foleira vezes sem conta pelas ruas do fim do mundo. essa e outras. tantas.
o Splunks e o Peixinho Dourado, o duche e a sanitinha nojenta, o melhor armario e o papel esponja para os brincos. as teses elaboradas, as correrias no corredor, as conversas ao contrario e o sol a entrar-nos no quarto de madrugada.
as miudas e os miudos e toda a gente de quem tenho saudades. e tudo o mais que nao consigo descrever. ou transcrever.
muitas saudades.
1.31.2008
1.29.2008
na escola superior de educação
a trabalhar, obviamente (e como se nota).
depois de descobrirmos a maravilha que é a internet por cabo na salinha do corredor escuro, descobrimos a webcam do portátil da Nonas. mas estamos a trabalhar.

1.24.2008
organização curricular, programas e noites tranquilas
eu sabia que isto não era bom. tive a certeza no momento em que percebi que engenharia aero-espacial era a melhor opção. ou arquitectura, sei lá.
apetecia-me agora era ter aqui o sarreira, quiçá o nuno, a afagarem-me os cabelos e a lerem o currículo com a voz mais melosa do mundo e como se não houvesse amanhã - e eu nunca o tivesse lido. é que gostava mesmo. hoje também podiam ler os powerpoints de melp, que vinha mesmo a calhar.
o heath ledger morreu e eu confesso que fiquei triste. a sissi confessou que não se sentia tão infeliz desde o dia em que o dino se espetou contra o eucalipto, embora desconfie que estava a gozar porque, cada vez que fala do dino, faz questão de esboçar um sorriso ao lembrar-se das peúgas do sporting penduradas na árvore assassina ou mesmo do ódass que o moço deve ter gritado antes do embate. adiante - que daqui a nada o pedro das almas penadas vem aqui assombrar-me o computador.
ena pa, e agora que me lembro, acho importante deixar aqui, e como nota final, uma pequena nota sobre os morangueiros, essa planta que, ao contrário do que muitas educadoras de infância (e faça-se a diferenciação entre estas criaturas que limpam rabos com dodot e as professorinhas) pensam, não são árvores, arbustos como os que dão amoras, muito menos tubérculos como batatas ou nabos.
por love, tenham vergonha.
1.14.2008
12.28.2007
Jingle-bell, jingle-bell, jingle-bell rock
O Jingle Bells, o Rockin' Around the Christmas Tree, o Holy Night e o raio que parta o Natal.
O All I Want For Christmas is You, sempre preferido e sempre detestável - em música ou em nicks decorados com asteriscos e arrôbas.
O Pinheirinho de Natal ou o básico É Natal, É Natal.
A árvore (e abra-se um parêntesis para citar a Fafy que tanto orgulho me dá "A árvore é uma pega porque é montada por todos"), as bolinhas dórês e prátiês, as fitinhas e os berloques decorativos. As luzinhas, os pais natais pendurados nas varandas deste mundo e do outro e as renas dos quintais.
Vá, que se torna insuportável. Acho que este ano diminui a quantidade infernal de anúncios a Barbies, Nenucos, Rosinhas Amiguinhas e toda a boneca que, em tempos, idolatrámos. Para os (ou as) mais saudosistas, e a jeito de consolação, somos brindados anúncio sim, anúncio sim, com o Cristiano e os seus diamantes - vulgo brincos, que fazem dele uma autêntica jóia -, levando o gajedo ao delírio e a desejos de fim de ano em que ele é o primeiro pedido, acompanhado pelo magnífico sabor a graínhas de passas.
Agora, por gajedo e por Natal, perguntemos à nossa Princesa Sissi e ao seu presente, qual o novo termo para designar um ajuntamento feminino. Respondo eu que ela não se importa: grelame. E também isto é Natal, uma aprendizagem constante.
Se o Natal é quando o homem quiser, (grelame, aguentemo-nos)
E se a aprendizagem também é Natal,
A aprendizagem é quando o homem quiser.
(o Sarreira que o diga e eu que o confirme, que isto da pessoa reunir com ele dia 2 é mesmo para obrigar a fazer da missa do galo um local para ler fotocópias sobre corais)
O bacalhau, o perú e sempre a mesma coisa na mesa. As rabanadas, o arroz doce, o bolo rei e toda a doçaria que detesto e que faz de nós umas moças roliças e lustrosas. Os filmes repetidos até à exaustão. O Sozinho em Casa, a Música no Coração, o Uma Criança Chamada Jesus e o resto das religiosidades todas que as pessoas sem TV Cabo, como eu, são obrigadas a gramar.
Os que se vestem de Pai Natal para serem descobertos assim que entram carregados de todos os embrulhos e mais alguns, os papéis e laçarotes e o ar dos magotes de gente que enche os shoppers e que somos obrigados a respirar enquanto esperamos que uma criaturinha nos enfie a prenda num sítio qualquer e a cerre com uma tonelada de fita-cola.
(vou ler sobre a Marie Curie, que o Pai Natal não me trouxe um certificado que me fizesse ter a cadeira de Ciências I feita)
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