2.26.2007

Lista de compras

Posto hoje a lista de compras, com a promessa de postar depois o Manual de Sobrevivencia na Polonia - Guia em 10 licoes (gosto mesmo desta palavra "postar").

vassoura e pa;
detergente para a roupa;
cif;
detergente para o chao;
barras de cereais;
iogurtes activia (active-a por dentro e isso ve-se por fora);
queijo;
tamboril;
batatas;
pensos higienicos (que, por aqui, tem cheirinho bom).

Olha, ho Teresa...

... ouvi dizer que percebes umas coisas em polaco! Folgo em saber!

Dia Santo

E verdade. Foi ontem, domingo, dia santo nesta terra (e nas outras, tambem devotas).
Ora, se e dia santo, e habito os crentes irem a missas durante todo o dia (e mesmo habito e, se se atrasam, ate vao de taxi, que eu vi com os olhinhos que a terra me ha-de comer) e nos, como boas polacas que, agora, ja somos - em Roma, se romano, la esta - nao participamos nesse maginifco ritual.
Uma chatice, ja deviam estar todos a pensar "Ah, sao umas beatas e ja vao a missa". Pois enganam-se, ainda nao nos convertemos.
Passamos, portanto o dia a dormir.
Acordamos por volta do meio dia, cheias de fome (andamos cheias de apetite, va) e toca de nos lambuzarmos com iogurtes e outros alimentos que nos deliciaram. Estomago composto, toca de dormir mais um bocadinho, que o corpo estava cansado e pedia uma sestinha (que ja era tarde, entretanto, porque comer demora tempo). Acordamos ja eram 5 horas da tarde, de noite, portanto.
A Retinha ainda foi a farmacia porque precisava de umas coisas que nao vou referir, mas eu fiquei em casa (e chamar aquilo casa e dizer que eu sou muito alta) porque estava a arder em febre e nao podia apanhar fresco nas ventas!
Como ela nao demorou e vinha cansada e esfomeada (e eu tambem, que isto de andar a caminho do frigorifico e uma coisa que cansa a pessoa), fomos fazer a nossa refeicao: um instantaneozinho da Knor, que e uma coisa facil de fazer (e so juntar agua e esperar) e que nos reconfortou o estomago.
Refeicao acabada, e como sera de prever, "lavar os dentes, xixi e cama".
p.s.: Sisses, acho que vais ficar feliz em saber que ando a ler umas coisas da Margaridinha Rebelo Pinto (estou a tirar anotacoes, brevemente irei escrever sobre isso)

Esteve complicado...

Apos dias sem postar devido a problemas tecnicos, estou de volta com os relatos destes maravilhosos dias nao na Polinesia, mas na Polonia.

2.21.2007

Ilustrando o possivel atentado a bomba



O aparato policial era mesmo muito, assim como a gente que enchia a rua (se a bomba tivesse mesmo explodido ia ser bonito, ia!)


Parecia que tinha parido a galega!

Apresento-vos...



... o SPLUNKS (que e como quem diz, a espelunca a que chamamos quarto).

Vista geral, para o lado da janela. Agora esta muito mais arrumado. (as caixilharias sao boas, e o que safa)


Temos 3 roupeiros bem bonitos, como se observa. A toalha de mesa tem um padrao... um mimo.


O armario dos mantimentos, quando chegamos. Agora temos uma autentica dispensa!


O lavatorio, acompanhado do alguidar retentor de aguas e do caixotinho do lixo.


Esta a a nossa perolazinha! O duche magnifico que nos aquece a alma (e o corpo que, va, a agua e quente) todas as manhas. Escusado sera dizer que os nossos pes nao ousam sequer tocar naquele maravilhoso material branco ou mesmo no tapetinho (ainda bem que eu trouxe umas havaianas).


p.s.: quando quiserem vir, estao a vontade ja que temos uma cama a mais.

Fez-se noite na Polonia

Estamos, finalmente, a comecar a tornar-nos polacas. Como diria o meu rico paizinho, "Em roma, se romano", mesmo que para isso tenhamos que passar por coisas que nao lembram nem ao Menino Jesus (acho que me ando a tornar mesmo crente).
Participamos ontem numa grande rave polaca, coisa que deve ser o auge de toda a vida social aqui por estas bandas. Eram portanto 9 horas da noite quando demos entrada num discoteca (considerada pelos locais "A MELHOR" das redondezas), que da pelo nome de D-Sign (peco desculpa pela publicidade, nao me pagam para isso, com toda a certeza). A musica era agradavel, diria que era explendida, mas nao agora. Acho que ouviam daquilo antes da minha mae nascer (e a minha mae ja esta quase nos 50, note-se que esta a caminhar para a idade).
(estou a invocar a familia muitas vezes hoje. a saudade ja aperta!)
As mocas desta zona, quase todas anemicas e que, nao fosse a cor clara, diria que vinham do Biafra tal a fominha que devem passar (ha sempre a hipotese de serem seguidoras do Michael Jackson e tambem terem mudado de cor), abanavam aqueles esqueletos como se nao houvesse amanha.
Confesso que tive um bocadinho de medo que, com tanto abano, as raparigas se desintegrassem, mas foi so o susto.
Nao vou continuar a descricao da festa, porque nao me tras recordacoes felizes (e para me entristecer ja me chega o vizinho novo que reside no quarto do lado e faz xixi na sanita que me provoca vomitos pela manha).
Termino so este post dizendo que ainda nao eram 10 horas quando eu, Nonas, e a companheira Retinha abandonamos, sorrateiramente, a festa (nao fossem os amigos levar a mal, se bem que nem deviam ver nada, tal a quantidade de alcool por eles ingerida).
Quando regressarmos a Lisboa iremos ao Garage (esse paraiso) sem qualquer constrangimento.